O Mentiroso foi escolhido como o melhor texto de 2002 pelo júri do Projeto Nascente - USP.
Tony Monti é paulista. Lê e escreve. Contrariando as previsões mais otimistas, terá trinta anos antes do fim da década. Quando você telefonar para sua casa, ele estará dormindo. Em seus sonhos, ainda mora na casa onde passou a infância. Não pretende mudar, por enquanto.
Alô alô, preciso encontrar um nome provisório (que pode ser definitivo) para um livro. Peço ajuda. Dou aí abaixo algumas sugestões. Gostaria que os amigos leitores me ajudassem a escolher. Se puderem enviar os motivos para a escolha, agradeço também (talvez eu inclua mais opções nos próximos dias).
1. Amor e vários avessos
2. Vários avessos
3. Por anos as árvores cresceram em silêncio
4. As árvores cresceram em silêncio
5. As árvores crescem em silêncio
6. Ana Paula não gosta quando eu mato gente
7. (outro relacionado a um dos anteriores)
8. (outro que não seja nenhum dos anteriores)
9. (outro sugerido por quem quiser palpitar)
28.12.06
frases dos últimos dias
vou atrasar, me atrapalhei com a meia.
(05:42 AM)
Antonio: Insoneahí?
Anahí: Horários atrapalhados. Você não dorme?
Antonio: Lavando roupa, esperando a máquina acabar para eu colocar tudo no varal.
23.12.06
tudo repetido Esse ano só republiquei, escrevi quase nada, ano que vem muda, ano confuso confuso esse último. Então, mais um repetido, link para o texto de natal de sempre.
preocupado com as decisões de ano novo, esqueci dos pedidos para o natal.
22.12.06
Desta vez, a terceira, cheguei para ficar apenas um pouco. Da primeira, uma hora bastou para meus olhos lacrimejarem e os primeiros espirros anunciarem que, ali, seria difícil. Da segunda, a intenção era ficar para o café da manhã, mas no meio da noite eu quase já não respirava. Era desagradável que minha alergia me impedisse de dormir na cama de Ana. Não entendi quando ela me ligou e disse hoje você dorme aqui, nem a voz animada no interfone quando cheguei. Subi os três lances de escada, parei em frente à porta e abaixei a maçaneta. Ana estava de costas agachada. Os gatos miavam alto no meio de um barulhão de motor ligado. Ela virou o rosto sorrindo sem se levantar. Estou acabando de aspirar os gatos, só um minutinho.
20.12.06
aos fortes Estarei em São Paulo no reveillon (e em todo o período). Aguardo informes sobre festas animadíssimas, convites para cinema nas sessões mais vazias do ano e mensagens surpreendentes.
cineclube em TV aberta Nas últimas semanas assisti de madrugada no SBT:
Corra Lola Corra
Chinatown
Laranja Mecânica
Casablanca.
18.12.06
bom senso de novo
16.12.06
bom senso - postão de blog
O amigo Eriberto me disse que a gente não pode perder o bom senso. Ele não sabe que eu nem bem sei o que é isso? Ele acha que tem mesmo bom senso? e que nunca perdeu? Não insisti no assunto porque a irmã dele estava perto. Comecei a falar de medo e das fantasias persecutórias do Eri. Nesse ponto, o que me diferencia dele é que ele acha que é perseguido e eu sou mesmo perseguido.
A irmã é psicóloga. Ela acha que a menina de O Labirinto do Fauno está num surto alucinatório. Se aparecesse no consultório, estaria perturbada, precisa tratar. Isso é bom senso? Fiquei pensando que a fantasia poderia ser também possibilidade para a existência. O mundo pede para a gente, todo mundo, pensar igual. Fantasia permitida, só essa coletiva. Tem aquela história do jornalista que perguntou ao Cortázar sobre os elementos mágicos, as coincidências, se tudo era para representar um mundo em que ... e o Cortázar disse que não, que o mundo dele era daquele jeito mesmo, que estranhava muito que o dos outros fosse diferente. Muito bonita a mocinha do filme.
Dia desses assisti a A última sessão de cinema. É o primeiro filme da Cybill Shepherd, a gata de a gata e o rato. Uma beleza a criação do suspense em relação a ela aparecer pelada no filme. Todo mundo pelado na piscina. Ela também. Mas a câmera não registra, só todo mundo, ela não. Linda linda ela. Pelada, só depois. Igual ao dia em que convidei uma amiga para vermos eu, você e todos nós, mas ela não foi, viu só depois. Com ela é assim: ela, todo mundo, menos eu.
E a Penelope Cruz é de assustar, hein?! O tal medo que eu me referi ali em cima. Se ela me aparece, eu acabo achando que é perseguiição.
Ontem fui convidado para uma festa a fantasia não obrigatória. Gosto da idéia de fantasia não obrigatória.
sem comentários
13.12.06
Amigo Julián sugeriu o poema. Poema está.
OBITUARIO CON HURRAS
Mario Benedetti
Vamos a festejarlo
vengan todos
los inocentes
los damnificados
los que gritan de noche
los que sueñan de dia
los que sufren el cuerpo
los que alojan fantasmas
los que pisan descalzos
los que blasfeman y arden
los pobres congelados
los que quieren a alguien
los que nunca se olvidan
vamos a festejarlo
vengan todos
el crápula se ha muerto
se acabó el alma negra
el ládron
el cochino
se acabó para siempre
hurra
que vengan todos
vamos a festejarlo
a no decir
la muerte
siempre lo borra todo
todo lo purifica
cualquier día
la muerte
no borra nada
quedan
siempre las cicatrices
hurra
murió el cretino
vamos a festejarlo
a no llorar de vicio
que lloren sus iguales
y se traguen sus lágrimas
se acabó el monstruo prócer
se acabó para siempre
vamos a festejarlo
a no ponermos tibios
a no creer que éste
es un muerto cualquiera
vamos a festerjarlo
a no volvermos flojos
a no olvidar que éste
es un muerto de mierda
12.12.06
Pane no blogger, os comentários foram para o espaço.
10.12.06
de que me valem minhas fases e meus desequilíbrios que não sangram? Todos os blogs de garotas listados ali à direita falam pelo menos uma vez por mês da (própria) tpm. Mais que isso, tenho a impressão de que ocorre na mesma época para todas as mulheres mais próximas. E tenho certeza de que há as que reclamam mais de uma vez por mês ou por mais que apenas alguns dias.
8.12.06
diagnóstico Espécime de região dorsal: cisto epidermóide.
exame microscópico Os cortes mostram pele exibindo na derme estrutura cística, contendo queratina, cuja parede está revestida por epitélio plano/estratificado.
Não há sinais histológicos de malignidade.
7.12.06
exame macroscópico O espécime é recebido em formalina e consta de estrutura cística medindo 2,5 x 1,8 x 1,5 cm. A superfície externa é lisa e brilhante, de colorido branco acastanhado. A consistência é elástica. Aos cortes, nota-se cavidade ampla, preenchida por material pastoso esbranquiçado.
5.12.06
sobre as aulas de lírica e sociedade - I - o que tomei nota enquanto ficava inteligente
Lúcio Moura, é preciso falar de alguém que não eu mesmo, pintou quadros fabulosos que não me impressionam nada. Invejo-o e só. Vendeu três ou quatro durante a vida, o que lhe garantiu teto e cerveja, que de fome sofrem só uns homens muito especiais. Não escutaria seus sermões sobre a não-arte. Fique longe dele, conheço os que nascem para serem olhados. Difícil dividir atenções. Confesso por estratégia, mostro-me fraco para agradar. Finjo tristeza para disfarçar a inteligência aos que não gostam e mostrá-la aos que apreciam. Considero-me especial - falar de Lúcio é concessão. Comprei um quadro dele para disfarçar o branco da parede. É falso. Lúcio é um excelente assunto. É preciso que se entenda que o artista não existe, é objeto morto, e que o quadro é um quadrado na minha parede. É possível desejar o que não te deseja, assim, o silêncio entre duas pedras? Gosto de Lúcio Moura enquanto bem enfeitar minha casa. As paredes brancas me incomodam, principalmente quando abro a porta às visitas. Lúcio me entenderia, acho, não pintou só pela cerveja, pintou pelo assunto também. Os formulários devem ser preenchidos. Pintor. Porque de silêncio vivem apenas as pedras. A minha vontade de te convencer é tão grande que comecei a te agredir, a tentar as estratégias ao contrário, você não gosta daquele quadro, eu sei. Mas com paredes brancas, você iria embora. Eu te entretenho assim meio no desgosto de odiar o quadro. Acredite, Lucio foi um rapaz interessante. E só digo isso porque você descobriu o branco da parede. Escrevo para você se distrair e não perceber que pode não voltar. Eu te ajudo a criar as histórias. Lúcio pintou três ou quatro quadros de verdade e mais um falso. Vendeu todos.
(/continua na minha cabeça)
1.12.06
Enquanto eu não escrevo nada mesmo que preste neste blog, o Rodrigo escreve dezenas de textos por semana.
(agradecido, Rodrigo - depois te conto sobre as magiquinhas que as pessoas fazem com dinheiro)