e X a t o a c i d e n t e
Tony Monti lê, escreve e apaga
2007

Capa de o menino da rosa Capa de O Mentiroso








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*************** blog novo *************

*** Este blog está em novo endereço ***

*** visite: http://www.tonymonti.wordpress.com ***





30.8.06


.falta pouco.


28.8.06


*** sem internet por uns dias ***
(sei que prometo isto há meses: eu volto)


23.8.06


a pedidos
A Nara não é maluca.


22.8.06


ok ok prometi agora cumpro, narassano resolveu invadir meu blog e eu dei permissão.
ela escreveu os textos a seguir, me mandou por e-mail e perguntou se eu iria mesmo publicar.
no blog dela, tem mais um montão de textos que são uma beleza, mas ainda não sei se ela quer ter seu blog invadido.
se ela deixar, coloco o endereço do blog da narassano aqui logo (ela coloca por si só, imagino).


[by narassano]
Participação especial

Eu não sei o que estou fazendo, mas respondo pelos meus atos. Pode perguntar, eu não sou literatura.

Eu invadi porque ele deixou. Quer dizer, deixou mais ou menos. Invadi pela caixa postal, já que a senha ele não liberou mesmo. Eu também não faria isto, eu sigo as recomendações dos bancos e respeito os segredos de cada um. Mas descobri, recentemente, que é muito comum compartilhar senhas de fotologs com os amigos; isto, claro, se você tiver menos de vinte anos. Conto isto como se fosse uma novidade porque não sei quem lê este blog, talvez vocês tenham vinte anos e saibam de tudo, ou talvez vocês tenham muitos amigos com vinte anos e também saibam de tudo. Para quem não sabe, continuo contando que as pessoas com menos de vinte anos permitem que os amigos escrevam e publiquem fotos no seu fotolog, mais ou menos como um testimonial. Melhor, já que tenho mais de vinte anos, mais ou menos como escrever na agenda da amiga, deixar sua marca lá fazendo uma homenagem à dona do papel. Mas, não se enganem, não é isso que estou tentando fazer aqui. Eu sou chata, só estou enchendo o saco.

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Criou a fama, deite na cama?
Quando era criança, muito quieta e sempre muito interessada no que a professora dizia, com a lição de casa em dia e muitas notas boas, fiquei conhecida como menina estudiosa e inteligente. Todo mundo achava que eu adorava estudar e entendia qualquer coisa porque eu era inteligente. Em casa, fazia a lição reclamando, com a televisão ligada, conversando com a minha mãe e prestando atenção na rua. Não gostava de estudar, me achava burra e meio lerdinha; por isso, pensava, melhor estudar senão acabava repetindo e ser repetente era uma coisa muito feia, uma vergonha. Estudava por medo, não por gosto. Tirava boas notas porque estudava, não porque era inteligente. Não entendia nada, nunca entendi, só ia fazendo o que precisava. A fama, porém, me perseguiu até o colegial e por mais que eu dissesse que esta idéia era completamente equivocada, as pessoas continuavam dizendo que eu era muito estudiosa e inteligente. Até que no último semestre do último ano, com poucas notas para fechar, eu resolvi que não estudaria nada, que não faria nenhuma lição de casa, que não me esforçaria mais - ia relaxar e ver a vida passar. As notas despencaram. Alguns professores vieram conversar comigo, tentavam encontrar justificativas para uma queda tão brusca nas notas, queriam que eu confirmasse a história que eles tinham inventado para explicar esta mudança de comportamento (como se nota fosse comportamento). Eu confirmei tudo porque a história estava certa, eu só tinha feito isso porque sabia que faltava pouco e qualquer nota serviria para terminar o colegial e sair daquela escola tão chata. Não queria mais carregar aquela imagem, queria ser outra pessoa, queria que as pessoas me vissem com outros olhos.

Quando comecei a trabalhar no meu último, e atual, emprego, as pessoas logo me rotularam como hippie. Logo eu, que nunca tive nada de hippie, nada comparado a quem eu chamava de hippie na faculdade, que sempre fui taxada de certinha e boazinha e bonitinha, sendo chamada de hippie! Além de hippie, petista, corinthiana e metaleira. Depois de tantos anos de paz e sossego, passando praticamente despercebida por quem quer que fosse nos saguões da faculdade, sem a pressão de ser a melhor aluna, sem me destacar por ser petista, sem despertar interesse por gostar de rock, ganhei diversas definições de uma só vez, sem esforço algum. Foi me deslocar um pouco do eixo e as cores ficaram fortes, me sufocaram. Eu não era nada daquilo; ou melhor, era aquilo e muito mais. Nunca gostei de ser resumo, prefiro ser a dissertação inteira. Mas o tempo e alguma reflexão me convenceram que ser resumo é bastante útil quando você não quer que leiam a dissertação inteira. Ser resumo é esconder-se pretendendo ser o que é compreendido em poucas palavras, em poucas imagens, em poucas intimidades. Pode atrair ou afastar, e é muito mais eficiente quando se trata de descobrir ou conhecer em circunstâncias adversas. Não apago o meu passado mas tento corrigir o meu futuro. Preguiçosamente, tento transformar a dissertação em leitura acessível.

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E posa, repousa, a raposa
Gosto do cheiro de sapatos novos, recém saídos da caixa. Às vezes, quando escolhemos mal o modelo, os sapatos apertam e machucam, a pele cede ao atrito e dói. As Melissas têm um outro cheiro, que não são de sapatos novos, mas também podem machucar: o suor faz o pé escorregar, a pele cede ao atrito e dói. Estar bela dói?

Dói. Também dói posar nua: "A maioria das modelos aprendem a posar pela tentativa e erro, mas não recomendo. Eu mesmo tentei e acabei matando muita gente no processo." Descaradamente roubado do Pedro Doria, porque foi divertido ler as explicações para uma ou outra pose.

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Eu não sou literatura, não sou muito coerente e não termino de desenvolver as idéias. Nem quero.
[/by narassano]


14.8.06


Deixo aqui um espaço para meus amigos movimentarem o blog por mim enquanto eu não faço isso sozinho.
Ali nos comentários.
Em poucos dias, volto a escrever.


8.8.06


Marcelino Freire ganhou o Jabuti. No momento em que escrevo este post, ele ainda não fez o discurso de recebimento do prêmio. Aguardo.


4.8.06


deve-se acreditar que os dias de all in um dia voltam?


1.8.06


o argumento da sinceridade

Eu não considero a sinceridade um valor especial assim, é um método que aprecio em muitos casos, muitos, não em todos. Não preciso saber de determinadas coisas, algumas vezes prefiro até algo além da omissão, mentira mesmo. É ruim saber de certas coisas e não acho que, conforme o tempo digere as informações, saber é melhor que não saber. Há situações em que o discurso sincero só causa traumas e não fornece aprendizado algum.

Disse "método", mas não quis associar a palavra a uma finalidade. Método, como sequência organizada, mesmo que o fim a gente não saiba. Método em oposição a vontade. Uma vontade pode gerar um método. Um antes e um durante, sem necessariamente um depois. Não é método para atingir ideais. É organização para suprir vontades muito desorganizadas. Antes de supridas, vontades. Depois de supridas, presente (passado), prazer, coisas assim, mas não finalidade. Embora na linguagem dos métodos, finalidade possa ser um método útil. "Útil" também pode ser útil.

Mas o que eu queria dizer e quase esqueço é, utilizando o argumento da sinceridade, que esse blog está uma merda, que está difícil escrever qualquer coisa interessante enquanto não encontro uma casa para mim (porque minha casa não é minha nem é meu esse lugar), nem me estabeleço sossegado numa cama quentinha. Os proprietários têm dificultado minha vida de aspirante a inquilino, mais ainda têm dificultado os corretores de imóveis (gente difícil essa). E, para ser sincero, esse blog fica sendo qualquer coisa enquanto não tenho casa.

Sinto-me bem em dizer algo que parece verdade (para mim também).








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