e X a t o a c i d e n t e
Tony Monti lê, escreve e apaga
2007

Capa de o menino da rosa Capa de O Mentiroso








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*************** blog novo *************

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26.8.05


"Em Clarice Lispector, essa experiência [náusea] subtrai o sentido do mundo, para estabelecer, por meio do êxtase místico, /.../ uma relação de participação entre o sujeito humano e a realidade não-humana. /.../ A náusea é o modo extremo do descortínio contemplativo e silencioso que a fascinação das coisas provoca nas personagens de Clarice Lispector." (Benedito nunes, O Drama da Linguagem)


[A náusea para Sartre é] "a revelação do absurdo que levará a uma ética da liberdade, que fará de cada homem, como mediador da liberdade dos outros, o agente do sentido e do valor, totalmente responsável pelo destino comum /.../ é a última conseqüência do humanismo metafísico /.../ a revelação da náusea conduz aqui a uma adesão total ao mundo humano." (Benedito nunes, O Drama da Linguagem)


16.8.05


isso não é um blog.


8.8.05


o menino da rosa - explosões

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5.8.05


entrevista e textos meus no portal literal

Para ver como acaba este texto do Marcelino Freire, basta ir ao Portal Literal. Tô eu lá.

"Tony Monti, vou logo dizer: é um mentiroso. Tem tudo de um mentiroso-mor: escreve, inventa, desconversa. Quando perguntei do romance que ele está escrevendo, ele me disse tímida e sorrateiramente: "que romance?". Caí no foço. Ardilosa armadilha, putz-grila!

Explico: Monti estreou em 2003 com o livro de contos O mentiroso, publicado pela editora 7Letras dentro da Coleção Rocinante e beleza. Um dos primeiros livros da Coleção.

¿ 90% do que eu escrevo é mentira. O resto eu invento.

Quem disse isso foi o poeta mato-grossense Manoel de Barros, uma das recentes paixões do Tony, ao lado das já antigas, Clarice Lispector e Julio Cortázar.

Ouvi falar dele, do Monti, via resenhas que li. E gostei do que li. Esse universo, de fato, meio Cortázar, algo clariceano que os textos dele têm. Sem ser Cortázar nem Clarice. Digo assim: pastiche de ninguém. Muito pelo contrário. Monti tem criado simulacros, sei lá, buracos únicos na nossa recente literatura. Gosto disso: de quem vem jogar um cisco na minha pupila já cansada.

Eta danado! Que coisa, como sou exagerado! Mas é verdade, amigos. Escrevam: é a mais pura verdade.

Monti é bem bom. Tem uma voz, a saber, quase irmã do que tem feito o Juliano Garcia Pessanha [autor de "Sabedoria do Nunca", Ateliê Editorial], creio. Ambos premiados com o Prêmio Nascente, da USP. Ambos donos de uma travessia, sei lá, existencial. Melancolia filosófica, vá saber.

Não estou eu aqui para dizer. Mais uma vez: vou é me embora. Deixemos que os caras e as caras falem por si. Tony Monti é o de hoje. Logo aí, a seguir.

No caso dele, melhor abrir bem os olhos para ouvir.
"

continua ...


3.8.05


- desliguei os aparelhos -


2.8.05


~silêncio~








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